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ARGENTINA NA FINAL: QUAL A DIMENSÃO DESSE FEITO?

Escrito em: 12/07/2014 às 2:05   /   por   /   comentários (0)

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A semifinal entre Argentina e Holanda tinha em campo Messi, Di Maria, Robben e Van Persie, mas a Arena Corinthians viu um jogo truncado e sem grandes emoções, onde as defesas prevaleceram, com grande atuação de Mascherano e Vlaar. Na prorrogação, salvo dois lances, ninguém se arriscou.

Foi quando na disputa de pênaltis o sempre coadjuvante Romero foi o grande destaque. O goleiro argentino defendeu as cobranças de Snejder (isso mesmo, ele conseguiu pegar um pênalti do Snejder) e Vlaar, colocando a Argentina na final depois de 24 anos. Mas o que isso realmente representa?

Um país fanático por futebol que durante 24 anos ficou longe de uma decisão de mundial e que, por ironia do destino, voltou a final justamente na casa do seu principal adversário, não poderia fazer uma festa menor do que a que está fazendo. Como ironia pouca é bobagem, o adversário será a Alemanha. A Alemanha que foi rival no último título portenho (86), no último vice (90) e nas duas últimas eliminações (2006 e 2010). Será algum sinal?

Maxi Rodríguez e Romero celebram a classificação. FOTO: Getty Iamges

Maxi Rodríguez e Romero celebram a classificação. FOTO: Getty Iamges

Se Deus (ou Maradona, como preferirem) ganhou a Copa do México, porque não esperar que Messi ganhe a do Brasil? O craque sonolento já decidiu quatro partidas para os hermanos, que se não apresentaram um futebol vistoso, pelo menos são eficientes e venceram todas as partidas até a semifinal, onde o empate levou a decisão para as mãos de Romero, que já é tido como uma reencarnação do “tapa penales” Goycochea (mas eu nem sabia que podia haver reencarnação com o dono do espírito ainda vivo).

A festa na Argentina foi gigantesca, apenas pena classificação – tunada pela goleada sofrida pelo Brasil um dia antes. Imagina o que eles farão em caso de título? Sem dúvida é um grande feito para essa geração, que se não é a mais brilhante, tem um jogador genial e sob o comando de Alejandro Sabella, foi determinada e aplicada, levando nas costas o sonho de um país de voltar a vencer depois de tantos fracassos. Se conseguirem, o feito será mais grandioso ainda. A Alemanha que nos salve!

Festa em Buenos Aires. FOTO: Reuters

Festa em Buenos Aires. FOTO: Reuters

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